quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Meu encontro com Capital Inicial

Poderia ser mais um dia de folga mas não foi.
Vasculhando em vários sites o que poderia fazer na minha tão adorada folga, eis que encontro um programão: ir à uma coletiva com fãs da banda Capital Inicial. Eu que sou um grande admirador dos caras, nada melhor não é mesmo?!
Lá fui eu para o tal Shopping e mais precisamente loja que organizou o evento. Decidi chegar pelo menos uma hora antes, já imaginando uma fila imensa para ver a banda, já que fora divulgado em várias mídias, mas tive a sorte de ser dia de semana e quando cheguei, nem me assustei tanto assim.
Os primeiros da fila eram de outro Estado e estavam lá já fazia algum tempinho, fã clube oficial, aquela coisa...
Fiquei na fila à espera da hora tão aguardada por todos. Como fui sozinho, o que restou para fazer foi observar as pessoas, o que admito que gosto muito de fazer. Fiquei por ali observando a movimentação e assunto que rolava entre os seguranças.
Quase perto da hora do evento, descobri que tentariam enganar os fãs.Destaco o "tentariam" porque evidente que eles não contavam com um garoto sozinho na fila que não tinha nada para fazer e resolveu observá-los e descobrir o "grande plano". A tática dos quase oito seguranças, seria a de colocar todos para dentro da pequena sala da loja onde ocorreria a conversa e depois levar a banda até a mesma sala, passando por toda a loja. Esse foi digamos que um bom plano, para quem tinha apenas o mesmo como opção, já que a sala só tinha essa porta.
Já sentado na cadeira e quase irritado com a agitação exagerada de uma fã que estava do meu lado. Eu acho demais esse contato dos fãs e blá blá blá mas a garota estava quase desmaiando do meu lado, sem antes mesmo de ter visto pelo menos um cara da banda. Imaginei que quando ela visse surtaria. Meu Deus! Eu e minha boca grande não aguentamos e acabei falando para a menina "tomar cuidado para não desmaiar", claro que a mesma riu e eu também, mas acho que não entendeu a intenção do comentário, porque continuou com "formiga na cadeira", já que toda hora levantava e ficava olhando todos, talvez comparando sua visão e a de todos da sala, para ver se o lugar onde estava seria o melhor, o melhor mesmo de todos os outros lugares, porque fã que é fã analisa tudo e tem que ficar no melhor dos lugares, tem que obter o olhar e palavras diretas do seu "queridão". A garota fez uma análise do lugar tão grande, que pensei que fosse do Corpo de Bombeiros e estivesse desconfiada de algum começo de incêndio.
Finalmente, um pouco atrasados é claro, afinal, atraso nos casos que ninguém pode te bater por ter ficado te esperando é sempre questão de "charme", "elegância", os integrantes da banda chegaram na sala da coletiva.
Todos da banda foram muito educados e responderam todas as perguntas dos fãs, que fugindo de tal estereótipo de típica conversa entre fã e ídolo, que mistura conhecimento e cinco minutos de burrice por conta do nervosismo que sente em frente ao seu ídolo, os fãs até que fizeram perguntas bem boladas e inteligentes.
Num tom descontraído, Dinho até falou sobre o seu acidente(ele caiu do palco em Minas Gerais e ficou durante alguns meses no hospital. Já era considerado morto para muitas pessoas e até por ele mesmo).
Ri e fiquei contagiado por saber que ainda há artistas que fazem muito mais que música e se importam realmente com o mundo e pessoas que o cercam, ignorando qualquer glamour e vaidade que a fama traga.

Felipe Lucchesi

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