terça-feira, 9 de novembro de 2010

Você quer viver durante quanto tempo?

Muita gente anda por aí dizendo que se importa com o meio ambiente, que temos que criar uma consciência ambiental urgentemente e todo aquele papo muito "cabeça" que alguém que tem o mínimo de conhecimento sobre as condições do meio ambiente de hoje pode falar.
O que acontece na prática é muito diferente daquilo que vivem falando por aí. O mais engraçado é que as mesmas pessoas, pseudo- idealistas e revolucionárias, evitam usar saco plástico para ir ao mercado ou fazerem qualquer outro tipo de compra (usam as famosas "ecobags", que são sacolas retornáveis com material reciclável) ou simplesmente usarem uma sacolinha de mercado para ao menos carregarem um guarda chuva, no entanto, continuam andando de carro, não jogam lixo no lixo, não reciclam lixo, entre outras coisas. Como se chama mesmo aquilo...? Consciência ambiental não é mesmo?
Junto com as ecobags, estão carregando uma nova moda e uma consciência ambiental reciclável, que serve apenas para ser um motivo de uma boa causa que não acontece, fica apenas na teoria.
Todos nós ao mesmo tempo que queremos e lutamos de maneira direta ou indireta, alguns mais e outros menos, para preservarmos nosso querido planeta, somos totalmente dependentes de certos produtos e meios para vivermos num mundo moderno e falho além de tudo. Concordo que devemos mudar e muito, mas antes de qualquer coisa, com tanta tecnologia disponível e tantas pesquisas podendo serem feitas, com muitos profissionais inteligentes o bastante para aderirem a essa causa nobre, qual o motivo de ainda não terem descoberto maneiras legais de continuarmos usando normalmente as mesmas coisas, mas com material especial, que não polua o ambiente ou lhe cause algum mal?
O custo de tudo isso é muito alto e mesmo os "engravatados do poder" tendo condições de mudarem tudo, de investirem intensamente nesse "pisca alerta" que está aceso há tempos, preferem investir em outros meios e causas totalmente dispensáveis.
Ao invés de se importarem tanto com estádios de futebol e jogos que têm apenas noventa minutos de bola corrida, por que não começam a se importar com um futuro planeta destruído pelo lixo, pelo descaso e com uma população sem oxigênio por tempo indeterminado?

Felipe Lucchesi

terça-feira, 5 de outubro de 2010

O Dia D

Se você ainda não teve o seu “Dia D”, com certeza o terá mais cedo ou mais tarde. Não há remédio, simpatia ou água benta que possa salvá-lo contra esse mal.
O Dia D nada mais é que aquele em que você jura de pés juntos logo ao acordar, que terá um ótimo dia pela frente, no entanto, no decorrer das primeiras horas, descobre que realmente terá um dia e tanto e esse tanto no caso quer dizer “problemas”.
Fui vítima e personagem disso tudo. Nessas horas que agradecemos pelo fato de haver apenas 24 horas, nem mais e nem menos (por mais que contemos os minutos e até segundos).
Tudo começou depois do primeiro sorriso do dia. Olhei para o relógio e vi que eu estava adiantado. Como um fato desses ocorre com a mesma freqüência que uma Copa do Mundo, resolvi aproveitar o momento e fazer algumas atividades que quase nunca tenho tempo para fazer: ouvir música foi a primeira delas.
Ao descer as escadas, em direção à sala, olhei para o relógio do corredor e nele marcava uma hora completamente diferente da qual o meu apontava: de acordo com o infeliz relógio de parede, eu estava atrasado cerca de uma hora. A música ficou para depois (sabe lá Deus quando) e fui correndo tomar banho para ir ao trabalho.
Boa parte do meu bom humor já foi embora nesse pequeno imprevisto, porque detesto me atrasar, mas ainda considerava que estava à caminho de ter um excelente dia.
Por ironia do destino e “sacanagem” dele, o ônibus é claro que não chegaria na hora certa, por mais que o pegue há anos no mesmo ponto e sempre na mesma hora. Fiquei esperando-o e ao chegar ao ponto minha pequena carroça com bois (um ônibus atolado de gente), reparei que não tinha sido apenas eu que havia sido contemplado com aquele dia. Outras pessoas estavam naquela situação e muitas delas, atrasadas também. Isso me confortou um pouco naquele instante.
Todas olhavam aflitas para o relógio, mas resolvi não ser curioso o suficiente para olhar para o meu, não somente pelo fato dele estar com a hora errada, porque com alguns cálculos conseguiria obter a hora correta, mas principalmente pelas caras que as outras personagens do “Dia D” faziam ao olharem para ver a hora. Realmente são poucos os seres humanos que conseguem esconder suas emoções. A cara de todas elas, era de puro pânico.
A conseqüência veio logo depois, quando cheguei atrasado no trabalho, ouvi coisas chatas de pessoas chatas e terminei o dia à espera do ônibus que chegou na hora certa mas quebrou no caminho, afinal, não tinha dado meia noite ainda.

Felipe Lucchesi

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Meu encontro com Capital Inicial

Poderia ser mais um dia de folga mas não foi.
Vasculhando em vários sites o que poderia fazer na minha tão adorada folga, eis que encontro um programão: ir à uma coletiva com fãs da banda Capital Inicial. Eu que sou um grande admirador dos caras, nada melhor não é mesmo?!
Lá fui eu para o tal Shopping e mais precisamente loja que organizou o evento. Decidi chegar pelo menos uma hora antes, já imaginando uma fila imensa para ver a banda, já que fora divulgado em várias mídias, mas tive a sorte de ser dia de semana e quando cheguei, nem me assustei tanto assim.
Os primeiros da fila eram de outro Estado e estavam lá já fazia algum tempinho, fã clube oficial, aquela coisa...
Fiquei na fila à espera da hora tão aguardada por todos. Como fui sozinho, o que restou para fazer foi observar as pessoas, o que admito que gosto muito de fazer. Fiquei por ali observando a movimentação e assunto que rolava entre os seguranças.
Quase perto da hora do evento, descobri que tentariam enganar os fãs.Destaco o "tentariam" porque evidente que eles não contavam com um garoto sozinho na fila que não tinha nada para fazer e resolveu observá-los e descobrir o "grande plano". A tática dos quase oito seguranças, seria a de colocar todos para dentro da pequena sala da loja onde ocorreria a conversa e depois levar a banda até a mesma sala, passando por toda a loja. Esse foi digamos que um bom plano, para quem tinha apenas o mesmo como opção, já que a sala só tinha essa porta.
Já sentado na cadeira e quase irritado com a agitação exagerada de uma fã que estava do meu lado. Eu acho demais esse contato dos fãs e blá blá blá mas a garota estava quase desmaiando do meu lado, sem antes mesmo de ter visto pelo menos um cara da banda. Imaginei que quando ela visse surtaria. Meu Deus! Eu e minha boca grande não aguentamos e acabei falando para a menina "tomar cuidado para não desmaiar", claro que a mesma riu e eu também, mas acho que não entendeu a intenção do comentário, porque continuou com "formiga na cadeira", já que toda hora levantava e ficava olhando todos, talvez comparando sua visão e a de todos da sala, para ver se o lugar onde estava seria o melhor, o melhor mesmo de todos os outros lugares, porque fã que é fã analisa tudo e tem que ficar no melhor dos lugares, tem que obter o olhar e palavras diretas do seu "queridão". A garota fez uma análise do lugar tão grande, que pensei que fosse do Corpo de Bombeiros e estivesse desconfiada de algum começo de incêndio.
Finalmente, um pouco atrasados é claro, afinal, atraso nos casos que ninguém pode te bater por ter ficado te esperando é sempre questão de "charme", "elegância", os integrantes da banda chegaram na sala da coletiva.
Todos da banda foram muito educados e responderam todas as perguntas dos fãs, que fugindo de tal estereótipo de típica conversa entre fã e ídolo, que mistura conhecimento e cinco minutos de burrice por conta do nervosismo que sente em frente ao seu ídolo, os fãs até que fizeram perguntas bem boladas e inteligentes.
Num tom descontraído, Dinho até falou sobre o seu acidente(ele caiu do palco em Minas Gerais e ficou durante alguns meses no hospital. Já era considerado morto para muitas pessoas e até por ele mesmo).
Ri e fiquei contagiado por saber que ainda há artistas que fazem muito mais que música e se importam realmente com o mundo e pessoas que o cercam, ignorando qualquer glamour e vaidade que a fama traga.

Felipe Lucchesi

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Grito

Sou apenas mais um paulistano perdido nessa imensa cidade, mais um brasileiro perdido nesse infinito país...Somos perdidos dentro de nós mesmos, vivemos assim...Aceitamos mas não compreendemos...Essa é a verdade!
Não sei ao certo se escrevo para mim, para você, para todos ou por todos...Assim escrevo simplesmente, despido de qualquer orgulho e vaidade besta de um escritor que considera grande responsabilidade escrever. Eu escrevo o que quero! O leitor que é responsável pelos seus atos e falta deles. Não mudo qualquer pessoa com as minhas palavras, mudo apenas aquelas que aceitam tais palavras e mudanças.

Felipe Lucchesi

sábado, 15 de maio de 2010

Partes

Todos os dias, uma parte de nós perde-se por aí, em um dos vários rastros que deixamos pela vida, nas pessoas. Abraçamos ao mesmo tempo, outras partes que passam a nos pertencer e nesse jogo de "perder e ganhar" o que nos resta a fazer é aceitar e caminhar.

(Felipe Lucchesi)

domingo, 11 de abril de 2010

A natureza contra o Homem

A natureza se revolta contra os homens mais cedo ou mais tarde e acaba por engoli-los. Estamos de fato sendo engolidos, diante de enchentes, desabamentos e falta de estrutura e preocupação o bastante para evitarmos mais catástrofes. O mundo está em estado alarmante e temos que ter cuidado! O combate e a conscientização devem existir a partir de agora, por mais que seja já tarde. Antes tarde, que nunca!

Felipe Lucchesi

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Mandona

O que mais há por aí pelo mundo são pessoas querendo provar o "poder" que têm. Elas tendo de fato ou não esse poder todo, isso pouco importa, mas o que mais importa(ou melhor,importar nem seria de fato o termo correto a ser usado aqui) e incomoda ao mesmo tempo, é o quanto de "poder" colocam a disposição de pessoas famosas.
A tal famosa por exemplo chega ao Brasil, recebe vários convites para ficar em algum hotel famoso de uma das principais capitais do país, causa transtornos em frente ao hotel, por conta da grande multidão que se acumula ali para ao menos vê-la dar um "tchauzinho" da janela de seu quarto, que aliás, a personalidade faz questão de ficar num quarto que fique de frente para a entrada principal do hotel, porque assim, claro, os fotógrafos e fãs têm mais "oportunidade" de destacá-la com uma foto "inédita", desde um blog falido, até uma revista que estampará a tal foto dela como capa.
A tal "celebrity" que acredito pouco fazer sucesso em sua terra natal e por esse motivo viaja tanto(à procura de um sucesso maior), recebe as tais "chaves da cidade" e resolve fazer um tour, a qualquer hora, a qualquer lugar, desde o condomínio até a favela, causando trânsitos terríveis(mais ainda que qualquer cidade possui) e lugares são fechados para a "big star" ficar por minutos e sair de lá logo em seguida com cara de quem conseguiu passar despercebida.
Para essa e tantas outras famosas, chamadas celebridades, super stars ou seja lá o quer for, eu expresso aqui os meus mais profundos sentimentos de...indignação.
Indignado pela falsa "modéstia e humildade" que tantas famosas estrangeiras(algumas brasileiras também) tentam passar através dos meios de comunicação, para forjar dessa forma, uma falsa aproximação com seus "fãs", mas que na verdade, apenas fogem dos mesmos, deixando rastros de descaso e ego, apenas ego...apenas ele sobra, mesmo quando a fama nem mais existe.

Felipe Lucchesi

sábado, 30 de janeiro de 2010

Chuva e mais chuva!

A chuva constante que insiste em cair em São Paulo, parece não haver prazo para terminar de desabar suas águas. Enquanto isso, pessoas são ilhadas em suas próprias casas, sem perdas e muito menos ganhos, porque perder, já perderam tudo e ganhar, não ganham mais nada se não desculpas esfarrapadas de políticos e promessas não cumpridas de outros políticos.Todos se rendem aos céus e pedem ajuda, essa sendo agora, a única solução.

Felipe Lucchesi

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Sufoco

O salário mínimo pouco aumenta, mas a passagem de ônibus e metrô continuam à caminho de um maior valor de anos em anos. Se ao menos a qualidade de ambos os transportes melhorasse, mas nem com isso podemos contar. Se o valor do ônibus e do metrô voltarem a ser iguais, assim como foi em 2006, nesses dois meios de transporte teremos grandes acúmulos de pessoas, que ao se depararem com o trânsito das ruas, vão todas em busca do metrô e ao ter algum problema técnico no metrô, vão em busca dos ônibus.
Planejamento e preocupação com a situação da população diariamente nos transportes públicos parece não haver, mas a correria e propaganda para a Copa do Mundo no Brasil nunca param.

Vivemos para pagar taxas ou pagamos taxas para vivermos?

Felipe Lucchesi

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Respire e siga em frente!!!

Depois de uma longa inspiração para suportar duas grandes festas:Natal e Ano Novo, finalmente o ano começa...Quer dizer, alguns afirmam que apenas depois do Carnaval o ano começa de fato, mas então, o que estamos fazendo de proveitoso enquanto isso?
Tendo começado ou não ainda, o planeta está girando e o tempo passando. Os momentos felizes, tristes, notícias boas e tragédias anunciadas não esperam o ano começar para continuarem acontecendo. A paz, tão pedida por todos em cartões de Natal e Ano Novo, parece não existir fora de nossos corações. Ela entrou em extinção e junto com ela também estamos entrando, por conta dessa guerra eterna que há no mundo inteiro diariamente.
O sorriso existe para suportar a lágrima que é constante em nossos dias, sejam elas por problemas pessoais ou problemas sociais que somos obrigados a enfrentar.
A esperança por um mundo melhor não morre mas diminui. O tão futuro esperado que idealizam, sem guerra, sem violência, com alta tecnologia e cura para graves doenças, está bem distante do futuro próximo que construímos diariamente.
Quem está errando nessa obra chamada:”vida”?
Eu, você, ele ou nós?
Isso não descobriremos!
O calendário mudou, as pessoas pouco mudaram e o mundo sim mudou, talvez para muito pior que um dia de fato existiu para vivermos nele.

Felipe Lucchesi