quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Eleições com Palhações




















Ela demora mas chega:eleições 2008.Do jeito que muitas pessoas falam,parece até uma grande novidade que vem pela frente,sendo que sempre é uma repetição com novos textos.Não é necessário nenhuma profunda pesquisa de anos para perceber isso,basta prestarmos atenção nas propagandas eleitorais.Não vou radicalizar e falar que todos candidatos fazem isso que explicarei mas digamos que grande parte deles com certeza faz.
Meses antes de ficarmos em frente à urna eletrônica e decidirmos quem será o escolhido que poderá melhorar a situação do povo ou piorar ainda mais,podemos perceber a mudança radical em cada candidato,que preocupado já com a sua imagem perante o público e futuro eleitor,procura ir à eventos culturais,dar entrevistas,aparecer aqui e ali,sempre passando a imagem de "me preocupo com tudo e todos".Quanto mais próximo da data das eleições,mais são as declarações bombásticas de um candidato para o outro,disputando quem fez "menos" que quem.É considerado "menos",porque sempre no ano das eleições,todos começam a averiguar seus projetos e encaminhá-los o mais rápido possível,para estarem prontos antes da data em que o povo votará,porque daí essas obras poderão ser mostradas no horário político,que tem um único motivo específico desde o dia que foi criado:notarmos a pequena mudança dos textos que os candidatos "lêem" para tentarem assim,ganharem a simpatia do público e mais que isso,seu voto.
Não sei em quem votarei,mas vendo tais candidatos,posso afirmar,que o eleito não será o melhor e sim o menos pior que considerarmos.Será?
Acompanhamos as eleições,assim como uma novela,mas o único problema é que na novela quem decide seu final é o autor e nas eleições,quem decide o final é o povo.A diferença é que o autor nem sempre acerta escrevendo o desfecho final da trama e o povo nunca acerta votando num candidato bom para resolver nosso drama.


Felipe Lucchesi

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